quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Os Cravos de um Canavial...


Mariana, George, Rodrigo, Robson, Marco, Carla, Thais, Aldemar, Tatiane, Paul, Vânia, Potyra, Zeca e Andressa

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Relato sobre o Primeiro Encontro - Cravo do Canavial (UFRN)

Nosso primeiro encontro foi um encontro com nós mesmos. Antes de entrarmos em contato com os movimentos e o estudo do maracatu propriamente dito, tivemos um momento anterior a isto tudo, um primeiro momento de conhecer este grupo e nos sintonizarmos.
Fizemos alguns exercício e jogos que fez com que nos aproximássemos, criando um estado propício à brincadeira. E essa brincadeira, começo a entender, é algo essencial para o maracatu rural.
Tivemos um primeiro momento em que despertamos nossos corpos. Um instante de aquecimento. E depois fizemos um trabalho de pré-expressividade. A partir daí passamos a trocar com os outros. E as brincadeiras foram surgindo e contagiando.
Andamos em bolo, todos juntinhos, tendo um de nós como guia, o que ia se alternando. Brincamos de nos dividir em grupos, variando o número de integrantes. Dançamos, cada um entrando na roda e chamando um outro. Brincamos com os cabos de vassoura que havíamos levado, descobrindo novos significados para eles.
Fomos criando um estado de jogo em que os olhares e os contatos foram se tornando confidentes, e que, ainda que muitos já se conhecessem de outros momentos, passamos a construir uma nova relação. E a cultivar uma energia comum.
É verdade que esse nosso brincar é diferente do gozado pelos senhores que dançam o maracatu, afinal, era a nossa maneira de brincar, mas também sinto que de alguma forma também era similar, ou melhor, havia uma equivalência entre o que experimentamos e o que vivenciam aqueles senhores que dançam o maracatu, como nos explicou Carla.
Após criarmos esse estado, nos voltamos para nossa história individual. Carla havia nos pedido que levássemos um objeto que fosse precioso para nós e que fizesse parte da nossa história de pele. Mergulhamos na nossa história para trazer, através de movimentos, as lembranças impregnadas nestes objetos.
No meu caso, um bibelô da minha tia, que ficava no quarto dela. Minha história, minha família, minha infância, minhas férias na casa dos meus avós em João Pessoa, as brincadeiras, a luz do sol na sala ao fim da tarde, as comidinhas deliciosas, o pastel de carne, a louça da cozinha...
E uma vez construído movimentos a partir dessas memórias, nos voltamos aos demais, deixando que esses movimentos encontrassem os movimentos dos outros colegas, mas sempre mantendo o contato com o trabalho inicial, nos voltando constantemente ao objeto que levamos. Como para aqueles cortadores de cana, o maracatu faz parte da história deles desde a infância, para nós, na mesma idéia de equivalência, aqueles objetos nos remetem a nossa história.
Após tudo isso, paramos para conversar, esclarecer algumas questões, colocar dúvidas, compartilhar experiências e sensações.
Ah, não poderia deixar de registrar: Carla nos indicou que num dos cantos da sala de trabalho, num local marcado com um “x”, teríamos um lugar para nos expressarmos livremente a qualquer tempo. Podíamos cantar, contar uma piada, falar um texto de teatro, falar o que quiser. E todos teriam que parar para observar o que fosse feito naquele lugar. Alguns de nós experimentaram esse lugar. Um lugar e um momento de liberdade. De certa maneira, este espaço tão especial me pareceu um contraponto com os exercícios que fizemos, nos quais de alguma forma havia um direcionamento. Esse lugar me despertou. Aquele “x” mexeu comigo.
George Rocha Holanda


                                                                       

quarta-feira, 21 de setembro de 2011



ABRIMOS HOJE O TERREIRO DA BRINCADEIRA...

PROCESSO COM ATORES DE NATAL E ALUNOS DA UFRN


Abaixo registro do Maracatu Rural Cambinda Brasileira, em fevereiro de 2011.

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